Tribunais afastaram 64 políticos e gestores em oito anos

Em 2012 e 2013 verificou-se o maior número de perdas de mandato (seis) e destituições (cinco), escreve o JN.

Entre 2012 e 2019 a justiça nacional afastou, pelo menos, 64 titulares de cargos políticos e públicos, segundo as contas realizadas pelo “Jornal de Notícias” (JN) e divulgadas na edição desta sexta-feira.

Neste período de oito anos, o Ministério Público solicitou o afastamento de 79 governantes e gestores públicos. De acordo com a informação avançada pela Procuradoria-Geral da República ao JN, em 2012 e 2013 verificou-se o maior número de perdas de mandato (seis) e destituições (cinco).

Luís Correia (PS), Manuel Condenado (CDS-PP), António Silva Tiago (PSD) ou Luís Mourinha (independente) foram algumas das figuras políticas nacionais que receberam uma declaração de perda de mandado da justiça.

“É assustador perceber o número de pessoas que teve de ser removido pela justiça em vez de sair pelo próprio pé”, afirmou ao matutino portuense João Paulo Batalha, presidente da associação Transparência e Integridade.

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