Trump vai expulsar 60 diplomatas russos em resposta à tentativa de assassinato do ex-espião

A decisão foi aplaudida por vários deputados de ambas as alas do Congresso, uma semana depois de Donald Trump ter sido criticado por congratular o presidente russo, Vladimir Putin, pela sua reeleição para um quarto mandato.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira que vai expulsar 60 diplomatas russos dos Estados Unidos, na sequência da tentativa de assassinato do ex-espião russo Sergei Skripal no Reino Unido. A decisão foi aplaudida por vários deputados de ambas as alas do Congresso, que acusam Donald Trump de ser próximo da Rússia e de querer levar a cabo uma reaproximação entre os dois países.

“A Administração Trump tomou a decisão correta em resposta a um ato escandaloso”, afirmou o antigo embaixador do presidente Barack Obama em Moscovo, Michael McFaul. “Acho que foi uma resposta forte e isso envia um poderoso sinal de que o nosso sistema de alianças é importante para nós na Europa e é uma frente unida que precisamos contra Vladimir Putin [presidente russo] neste momento”.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, explica que a decisão “foi tomada em conjunto com os restantes países da NATO em todo o mundo, em resposta ao uso de uma arma química militar no solo do Reino Unido, o mais recente padrão de atividades destabilizadoras da Rússia em todo o mundo”.

O anúncio da expulsão de diplomatas russos do país surge uma semana depois de Donald Trump ter sido fortemente criticado por congratular Vladimir Putin pela sua reeleição para um quarto mandato. Os Estados Unidos juntam-se assim à Austrália, Canadá, Ucrânia, Noruega, Albânia e outros 14 países da União Europeia (dos quais se exclui Portugal, que apela ao diálogo com a Rússia).

Sergei Skripal e a filha foram encontrados inconscientes a 4 de março, num centro comercial em Salisbury, no sul do Reino Unido, após uma tentativa de envenenamento com uma arma química desenvolvida pela antiga União Soviética (atual Rússia). As vítimas terão sido um ataque deliberado com novichok, uma arma química dez vezes mais poderosa do que o VX e que ataca o sistema nervoso.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, acusou a Rússia de estar envolvida no caso e prometeu tomar medidas de retaliação contra a Rússia. O Kremlin negou qualquer envolvimento no caso.

 

 

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