Turismo: portugueses estão a viajar mais cá dentro mas idas ao estrangeiro voltam em força

O INE apurou que 10,5% das viagens turísticas (o equivalente a 470,5 mil deslocações) tiveram como destino o estrangeiro, num aumento de 14,9%.

Com um total de 4,5 milhões de deslocações, no primeiro trimestre de 2018 registou-se um aumento de 12,1% no número de viagens realizadas pelos residentes em Portugal, o que se traduz num crescimento de 7,4% face ao trimestre anterior), divulga hoje, dia 25 de julho, o Instituto Nacional de Estatística (INE), esclarecendo que se trata, “entre outros motivos, de um reflexo do efeito de desfasamento no calendário do período da Páscoa”.

Nesta análise, evidencia-se também o facto de 10,5% das viagens turísticas (o equivalente a 470,5 mil deslocações) terem como destino o estrangeiro, num aumento de 0,3 pontos percentuais (p.p.). As viagens domésticas (4,0 milhões) apresentaram um aumento de 11,8%, que, apesar de expressivo, se situou abaixo da evolução registada nas viagens internacionais que cresceram 14,9%.

Quanto aos motivos das viagens, o INE apurou que “Lazer, recreio ou férias” motivou 51,1% das viagens com destino ao estrangeiro. As viagens para “visita a familiares ou amigos” e por motivos “profissionais ou de negócios” corresponderam a 19,5% e 27,9% do total de viagens para fora do país, respetivamente.

Nas viagens domésticas, a “visita a familiares ou amigos” predominou (53,3%), seguindo-se as viagens por motivos de “lazer, recreio ou férias” (32,4%). As deslocações “profissionais ou de negócios” geraram 9,1% das deslocações totais em território nacional.

Diante da crescente importância das viagens por “Lazer, recreio ou férias”, o INE explica que após acréscimos de 7,4% e de 1,1% nos quatro trimestre e terceiro trimestre de 2017, respetivamente, no primeiro trimestre de 2018 os residentes em Portugal realizaram 4,5 milhões de deslocações turísticas, refletindo um aumento de 12,1%, justificado, em parte, pelo efeito de desfasamento no calendário da Páscoa.

Nota ainda para facto de os “hotéis e similares” terem sido a escolha para 21,1% das dormidas resultantes das viagens turísticas, tendo aumentado 2,0 p.p.. O “alojamento particular gratuito” agregou 70,4% das dormidas totais, registando uma perda de expressão de 4,1 p.p., enquanto o “alojamento particular pago” foi opção em 4,3% das dormidas, tal como em idêntico período de 2017.

 

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