Ucrânia sofre ataque cibernético

O país foi alvo de um ciberataque, tendo o sistema informático do Governo, os bancos e o aeroporto sido atingidos.

Pavlo Rozenko, vice primeiro-ministro ucraniano, informou que o sistema informático do Governo encontra-se em baixo, partilhando, no seu Twitter, uma imagem de um ecrã de um computador apresentando uma mensagem de erro.

De acordo com outra informação, divulgada pelo Banco Central ucraniano, um “vírus desconhecido” infetou ainda diversos sistemas no país, incluíndo os bancos.

“Os bancos estão a ter dificuldades com os serviços aos clientes e com as operações bancárias”, referiu, em comunicado, a instituição, salientando que “o Banco Central está confiante que as infraestruturas de defesa contra ataques informáticos estão ativos e os ciberataques vão ser neutralizados”, cita a RTP.

Outras instituições alvo do ataque informático são o principal aeroporto de Kiev, cujo diretor já admitiu a possiblidade de existirem atrasos nos voos, o metro de Kiev, que já informou na sua página de Facebook não conseguir proceder a pagamentos por multibanco pelo mesmo motivo e, ainda, a elétrica nacional.

Conforme alegou a empresa ucraniana, Novaïa Potcha, que se encontra “temporariamente na incapacidade de fornecer serviços aos seus clientes”, o vírus utilizado para o ataque terá sido Petya.A, um “ransomware”, relata a Reuters.

Para o conselheiro do ministro ucraniano do Interior, o “vírus desconhecido” trata-se de uma versão do vírus Wanna Cry, que em maio atingiu mais de 200 mil computadores e mais de 150 países. O conselheiro acredita, ainda, que os ataques tiveram origem na Rússia, segundo a agência de notícias britânica.

A Petrolífera russa Rosneft afirmou também ter sofrido um ataque que infetou os servidores da empresa. Conforme cita a Reuters, a empresa de segurança Group-IB, sediada em Moscovo, esclareceu o que o ataque informático parecer ser coordenado e visar especialmente computadores nestes dois países.

Contudo, existem relatos de que outras empresas europeias, sem ligação a estes dois países, estão também a sofrer ciberataques.

Uma das empresas a reforçar essa informação foi a Maersk, empresa que opera nos setores do transporte e energia, sediada em Copenhaga, afirmando ter sido alvo de um ataque de informática. “Podemos confirmar que as falhas são causadas por um “ciberataque”, referiu a porta-voz da empresa, citada pela agência noticiosa.

Também a britânica WPP, a maior agência de publicidade a nível mundial, confirmou à Reuters ser mais uma vítima deste ataque informático, sem entrar em pormenores.

[notícia atualizada às 15h35]

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