Uma oposição construtiva

Quando, em setembro de 2013, me candidatei às eleições autárquicas de Lisboa pelo CDS/PP no âmbito de uma coligação com o PPD/PSD, fi-lo com um programa eleitoral que continha várias propostas democratas-cristãs, em áreas tão diversas como a acção social, a educação, a mobilidade, o turismo, a reabilitação urbana ou a segurança, entre outras. Como […]

Quando, em setembro de 2013, me candidatei às eleições autárquicas de Lisboa pelo CDS/PP no âmbito de uma coligação com o PPD/PSD, fi-lo com um programa eleitoral que continha várias propostas democratas-cristãs, em áreas tão diversas como a acção social, a educação, a mobilidade, o turismo, a reabilitação urbana ou a segurança, entre outras.
Como vereador eleito para a Câmara Municipal de Lisboa, cabe-me a responsabilidade de lutar, na oposição, por aquilo que defendo para a cidade, recusando o papel redutor de votar contra tudo, alijar responsabilidades ou até ignorar o que de positivo o Executivo camarário faça. Uma atitude que, entre inúmeros outros fatores, tem concorrido para afastar os portugueses da política e dos políticos.
Enquanto vereador da oposição, cabe-me a tarefa – nem sempre fácil – de apoiar as acções que, em consciência, entendo como boas para os lisboetas e de sindicar as decisões que, em meu entender, possam prejudicar a cidade.
No entanto, assiste-me igualmente o direito e o dever de apresentar propostas que vão de encontro ao programa com que fui eleito. Exemplo desta visão construtiva é o Fundo Social de Freguesia, uma medida já implementada em cerca de dois terços das freguesias de Lisboa sob proposta dos autarcas do CDS/PP.
É também o caso da criação do Comissariado Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, uma causa que sempre defendi e que reúne várias dezenas de organizações que incluem o Governo, as juntas de freguesia, as IPSS, as ONG, as confissões religiosas, num esforço liderado pela CML para promover a cobertura geográfica da cidade na resposta às necessidades dos lisboetas, sem recurso a um aumento dos gastos municipais.
Esta proposta, apresentada por mim próprio, pelo vereador do Executivo João Carlos Afonso e subscrita pelo presidente da CML, António Costa, colheu a unanimidade de todos os partidos políticos na Câmara Municipal de Lisboa, e constitui um bom exemplo do que podia ser a política: um combate ideológico de quem defende objectivos diferentes mas sempre orientado pelo bem comum, muito para lá dos partidos, que devem estar sempre ao serviço da cidade e do país.
Foi esta a razão que levou a que um vereador da oposição e o Executivo unissem esforços, sem qualquer acordo de coligação e sem que o CDS/PP altere o modo atento, exigente e responsável que sempre caracterizou a sua forma de fazer oposição.
Fazer oposição não é um ato menor: fazer oposição tem uma dimensão política nobre, que passa também por afirmar alternativas, por apoiar boas decisões e, naturalmente, por fazer reflectir sobre as escolhas que devam ser melhoradas. Um mau exemplo de oposição é aquele que assistimos hoje no parlamento português.
Nem sempre o sistema político português tem a maturidade suficiente para exigir da oposição esta dimensão construtiva e rigorosa, que muitos acreditam estar exclusivamente reservada ao Executivo e principalmente quando existem maiorias absolutas expressivas, como é o caso da maioria que governa Lisboa.
No entanto, acreditamos que foi com base nesta visão de uma política ao serviço da cidade que fomos eleitos e é esta a oposição que continuaremos a fazer até ao final do mandato para o qual fomos eleitos pelos lisboetas, com um programa que saberemos honrar.

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