Venezuela atrasa as eleições presidenciais de abril para maio

Decisão do Conselho Nacional Eleitoral parece ter por base a eventualidade de a oposição decidir suspender o boicote que tinha anunciado, por falta de condições.

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, dominado por funcionários leais ao presidente Nicolás Maduro, informou esta quinta-feira que protela as próximas eleições presidenciais de 22 de abril para a segunda metade de maio – numa data que ainda não está fixada – após um acordo entre o governo e os partidos da oposição.

No início de fevereiro passado, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou que as eleições presidenciais no país seriam no próximo dia 22 de abril, cumprindo assim um pedido nesse sentido feito pela Assembleia Nacional Constituinte – que substituiu o parlamento, onde a oposição era maioritária – para a realização das eleições antes de 30 de abril.

A decisão de adiar o ato eleitoral ocorre um dia depois que a oposição, nomeadamente Henri Falcón, do Partido Progressista Avançado, pertencente à Mesa de Unidade Democrática da Venezuela (MUD), ter decidido não cumprir o acordado por uma grande maioria das forças da oposição: boicotar as eleições, por falta de garantias e apresentar a sua candidatura.

O prazo para a apresentação de candidaturas à presidência expirou oficialmente na passada terça-feira, mas na quarta-feira foi prorrogado mais 48 horas. Com esta mudança na data das eleições, o país continua à espera de perceber se a oposição irá apresentar uma lista concorrente, ou mantém a decisão de boicotar o ato eleitoral.

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