Venezuela: eleições para a Constituinte a 30 de julho

Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, acusa a CNE de estar a acabar com a democracia. Protestos entram no terceiro mês de ininterrupção.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, Tibisay Lucena, anunciou que as eleições para escolher os 545 membros da Assembleia Constituinte que irá tomar o lugar do Assembleia Nacional e que terá como principal função a reforma da Constituição, serão realizadas no dia 30 de julho.

No domingo passado, no seu habitual programa de televisão, o presidente Nicolas Maduro, anunciou que irá desencadear um plano militar para proteger as salas onde vão ser instalas as urnas de voto – o que quer dizer que o regime antecipa a ocorrência de distúrbios para 30 de julho. Esta evidência resulta, entre outros fatores, da permanência ininterrupta, nas ruas, de três meses de protestos liderados pela oposição – concentrada na Mesa de Unidade Democrática (MUD), que continua a recusar participar naquilo a que chama golpe constitucional.

Mas não é só a oposição que está contra a nova Assembleia Constituinte: a procuradora-geral da Venezuela, Luísa Ortega, afirmou que as eleições agora marcadas reduzirão a vontade popular a uma expressão mínima, dado que 181 do total dos delegados serão escolhidos a partir de grupos organizados pelo governo. Além disso, o presidente terá o poder discricionário de aceitar ou não aquilo que a nova assembleia decidir.

Do mesmo modo, Luís Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), acusou a CNE de patrocinar o fim da democracia na Venezuela. Almagro – que não tem conseguido convencer a OEA de assumir uma postura conjunta da organização contra o governo de Maduro – disse ainda que a violência vai continuar nas ruas, depois de, no passado domingo, se ter registado a 65ª vítima mortal dos protestos.

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