Vodafone interpôs providência cautelar para suspender intervenção da AdC na compra da Media Capital

Mário Vaz falava, que falava na audiência na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, afirmou que o negócio de compra da Media Capital pela operadora de telecomunicações Altice, que detém a Meo, “vai muito além dos interesses do ponto de vista económico. Em causa está o pluralismo”.

Cristina Bernardo

A Vodafone interpôs esta semana uma providência cautelar sobre a intervenção da Autoridade da Concorrência” (AdC) no processo de aquisição do grupo Media Capital, dono da TVI, pela Altice, anunciou esta quarta-feira o presiednte executivo da empresa, na Assembleia da República.

Mário Vaz falava, que falava na audiência na Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, afirmou que o negócio de compra da Media Capital pela operadora de telecomunicações Altice, que detém a Meo, “vai muito além dos interesses do ponto de vista económico. Em causa está o pluralismo”.

O responsável pela Vodafone adiantou que a empresa tem participado no processo com opiniões sobre o tema – a Vodafone participou nos três pareceres dos três reguladores – e lembrou que teve oportunidade de transmtir a sua perspectiva à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC).

“Os conteúdos portugueses relevantes devem ser de acesso livres e universal (…). É por acreditar que é um risco real [de diversidade dos conteúdos] que vemos consequência negativa no setor das telecomunicações”, disse Mário Vaz.

O presidente da operadora de telecomunicações mostrou o seu receio perante um operador que compra esses conteúdos, que tem a necessidade “de os rentabilizar” e que, eventualmente, acabará por “evitar que os concorrentes [a eles] tenham acesso”.

“Por exemplo, as novelas garantem a liderança de audiência. Os clientes vêem um mês antes a novela e só depois é que está disponível para os demais”, explicou. O porta-voz da Vodafone reforçou a ideia de que, apesar do exemplo das novelas, “quando falamos em informação é o pluralismo que está em causa”. “O regulador não tem meios para evitar que isto aconteça e quando conseguir já é tarde e já tem efeitos irreversíveis”, sublinhou, sobre a atuação da ERC no negócio.

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“Não sei a que país é que ele se está a referir”. Co presidente executivo da Sonae comentou desta forma as declarações do presidente da Altice Portugal em que o mesmo referiu que o negócio “era fundamental para o país”.
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