Wall Street em alta puxada pelo preço do petróleo e pela criação recorde de emprego

O mercado de trabalho dos Estados Unidos continua forte e ao fim de um ano e meio foi registado no mês de fevereiro o nível mais alto com a criação de 313 mil novos postos de trabalho, embora a evolução dos salários tenha estagnado. Wall Street aplaudiu.

Reuters

Os três principais índices de Wall Street fecharam a subir. O Dow Jones valorizou 1,77% para 25.335,740 pontos; o S&P 500 subiu 1,74% para 2.786,57 pontos e o Nasdaq  ganhou 1,67% para 7.551,848 pontos.

Sem surpresas, a petrolífera Chevron valorizou 3,35% devido à escalada do petróleo na sessão. A Caterpillar foi o segundo título que mais subiu no Dow (+3,04%), seguindo-se o JP Morgan (+2,88%).

O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, escalou 3,14% para 62,01 dólares e o Brent, no mercado de Londres ganhou 2,96% para 65,49 dólares o barril.

Outro fator que ajudou ao entusiasmo da NYSE foi os dados oficiais do emprego.

A criação de emprego nos Estados Unidos em fevereiro atingiu o nível mais alto em ano e meio, mas a taxa de desemprego manteve-se em 4,1%, indicou hoje o Departamento do Trabalho.

A economia norte-americana, apoiada pela redução de impostos para as empresas, criou 313.000 empregos no mês passado, um número que superou largamente as previsões dos analistas, que apontavam para 210.000 novos postos de trabalho.

O aumento das contratações foi o mais significativo desde julho de 2016, mas a taxa de desemprego manteve-se em 4,1%, um nível que se mantém há cinco meses, devido a novas entradas no mercado laboral.

Quase todos os setores registaram uma forte contratação, com o setor da produção de bens a registar 100.000 e o comércio a retalho a atingir mais de 50.000 novos empregos, este último a compensar o mau desempenho de dezembro.

Já o aumento do salário por hora foi apenas de 0,15% em fevereiro, o que fez com que o aumento anual tenha ficado em 2,6%.

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