Wall Street fecha em queda

Nasdaq caiu, depois de ter tocado os máximos. A influenciar a queda do índice esteve a decisão da Administração Trump de bloquear a compra do chipmaker Qualcomm pelo rival Broadcom com sede em Singapura. Os investidores interpretam que o novo protecionismo económico reduzirá as operações corporativas no setor.

Reuters

O tecnológico Nasdaq fechou hoje a descer 0,19% para 7.496,81 pontos. A influenciar a queda do índice esteve a decisão da Administração Trump de bloquear a compra do chipmaker Qualcomm (+ 0,7%) pelo rival Broadcom (-0,24%), com sede em Singapura. Os investidores interpretam que o novo protecionismo económico reduzirá as operações corporativas no setor dos fabricantes de chips.

Também no setor de tecnologia, as autoridades francesas anunciaram na quarta-feira que denunciam a Apple (-0,85%) e a Google (+ 0,99%) por abuso de posição dominante e práticas anticoncorrenciais. O que não ajuda à cotação das tecnológicas.

Por outro lado, o Dow Jones cedeu 1% para 24.758,12 pontos e o S&P 500 baixou 0,57% para 2.749,48 pontos.

De acordo com a CNBC, Trump está a considerar aplicar um pacote de medidas difíceis para a China. Além de tarifas sobre determinados produtos e restrições aos investimentos, também podem ser aplicadas restrições aos vistos para viajantes chineses. A guerra comercial parece estar focada nestes dois países.

Em termos de dados económicos, os principais dados do dia foram as vendas de retalho em fevereiro, que foram mais fracas do que o esperado. Os dados gerais caíram 0,1%, em comparação com o aumento esperado de 0,3%. E os dados que excluem a venda de automóveis aumentaram 0,2%, abaixo do previsto 0,4%. A queda nas vendas a retalho em fevereiro nos Estados Unidos, pelo terceiro mês consecutivo, aponta para um crescimento menos constante.

Além disso, o índice de preços de produção (PPI) no mesmo período aumentou 0,1% para  2,8% num ano, em linha com a previsão.

O petróleo WTI mantém-se nos 60,96 dólares; o Brent subiu 0,40% para 64,90 dólares.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) subiu as suas estimativas relativamente ao aumento da oferta por parte dos EUA e outros produtores pelo quarto mês consecutivo.

Os inventários norte-americanos de crude aumentaram, na semana passada, mais do que se esperava.

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