Wall Street ‘ignora’ tensões comerciais e abre em alta

Principais índices norte-americanos estão a negociar em alta. Investidores parecem pouco interessados na guerra comercial.

Brendan McDermid / Reuters

O início da negociação em Wall Street mostrou o otimismo dos investidores apesar das tensões comerciais que se registam atualmente.

“Os dados de emprego divulgados antes da abertura mantêm a tese de robustez do mercado laboral norte-americano, não tendo tido grande impacto na negociação nos futuros. Espera-se agora pelo indicador de atividade terciária nos EUA às 15h. Na frente empresarial, a Micron deu confiança aos investidores ao reiterar o guidance de receitas, mesmo com as noticias vindas da China. Ações sobem mais de 3%. A Boeing chegou a acordo com a Embraer para criarem uma joint-venture”, esclarece Ramiro Loureiro, analista de mercados da Millenium Investment Banking.

Depois do feriado nos EUA, onde não se registaram negociações em virtude do fecho da praça norte-americana, os investidores regressam confiantes, ao ponto de colocar de lado a polémica criada em torno das relações comerciais entre os EUA e os outros países.

O Dow Jones e o S&P registaram valorizações de 0,5% enquanto o Nasdaq avançava 0,6%.

No entanto, é de esperar que o resto da sessão seja marcada por alguma prudência em virtude da publicação da atas da reunião de junho da Reserva Federal norte-americana. Nestas atas, os investidores vão tentar vislumbrar pistas sobre quais as políticas a adotar pela Fed relativamente às taxas de juro.

 

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“As notícias de que Donald Trump se prepara para restringir o investimento chinês nos EUA caíram mal junto dos investidores”, explicou Ramiro Loureiro, analista de mercados do MTrader, do Millenium BCP.
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